Compostagem

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Seu Zé, fundador e cooperado da Coopersul, alimentando uma das leiras com a mistura de palha de café com resíduos orgânicos.

O adubo Adubidu é resultado de um processo muito importante para a natureza: a compostagem! Esse processo transforma os resíduos orgânico em nutrientes para a terra e para as plantas.

No caso, os resíduos orgânicos depositados em nossas leiras são bem diversificados, e importante: triados na origem. A Unimed, parceira do projeto, separa em sua unidade os restos orgânicos dos demais resíduos, que são armazenados em um ambiente refrigerado e coletados pela Coopersul 3 vezes por semana. No total, recebemos mensalmente em torno de 3 toneladas de resíduos orgânicos, que vão de casca de frutas até espetinhos de frango, passando por guardanapos e pães de queijo! A gente brinca que nossa leiras tem uma dieta onívora e diversificada! E brincadeiras à parte, isso só é possível porque usamos uma tecnologia social de compostagem que se chama leira estática de aeração passiva: uma tecnologia robusta e eficiente, de baixo custo e de fácil manejo. Ao contrário de outros processos de compostagem, esta pode receber carnes, comidas temperadas, salgadas ou oleosas, e até guardanapos!

Estes resíduos são misturados com palha de café ou serragem grossa em uma grande e guerreira betoneira! Chamamos essa etapa de mixagem. A ideia é combinar o excesso de nitrogênio presente nestes restos, com a riqueza dos carbonos do café ou da serragem. Uma mez misturados, colocamos nas leiras (deposição) – que não passam de reatores biológicos, onde microorganismos, como fungos e bactérias, passam a se desenvolver. A gente percebe esse desenvolvimento bem no início, que resultam em temperaturas que ultrapassam os 60°C no interior de uma leira. E com o passar do tempo, o que antes era um “mexidão com farofa”, vai virando uma massa escura e cheia de vida (maturação), com um cheiro delicioso de terra! Nosso adubo é rico em vida também!

Além do adubo sólido, produzimos também o biofertilizante líquido. Para isso, coletamos o “xixi da leira”, que é o líquido que ela solta no processo natural de compostagem. A base das leiras são impermeabilizadas, de forma que esse líquido (também chamado de percolado) é coletado em bombonas plásticas enterradas. Quando cheias, este líquido é recirculado para a leira (recirculação), com ajuda de uma bomba submersível. Quanto mais ele passar por dentro da leira, melhor ele fica, porque os macronutrientes vão sendo quebrados a cada passagem, formando os compostos húmicos, que numa solução líquida, são mais rapidamente absorvidos pelo solo e pelas plantas. E envasamos este biofertilizante em garrafinhas PET coletadas pela própria Coopersul.

Com o adubo já maturado, passamos pra fase de peneiramento: passamos o adubo sólido por peneiras artesanais que nós próprios elaboramos (a partir de restos de sucata), de forma a garantir um produto de granulação mais homogênea, além de separar os restos que não se decomporam – como elásticos, plásticos, metais e outros materiais que eventualmente acabavam entrando nas leiras. E na fase final, fazemos o enriquecimento, que é a mistura do adubo com fertilizante mineral, rico em potássio e fósforo, doados pela nossa parceira Yoorin.

O processo todo, da primeira deposição, à maturação, demora em torno de 5 meses e envolve cuidados constantes, como controle de vetores, hidratação das leiras, monitoramento de temperatura, etc. Abaixo tem um resumo gráfico do processo todo:

Anualmente, fazemos uma análise do composto com nossa parceira LabFert, onde uma série de aspectos químico e físicos são levantados, garantindo a qualidade e riqueza de nosso adubo. Clique aqui para ver uma de nossas análises.

Importante! O que a gente faz no pátio de compostagem pode, facilmente, ser feito em casa – mesmo que você não tenha um jardim. Entre em contato para que possamos ajudar a fazer uma composteira em seu espaço!